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Dica musical: “Smidley” de Smidley (2017)

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Mais uma dica bem simples e rápida de terça para não deixar passar esse lançamento musical tão legal. O verão americano de 2017 tá rendendo, hein?

Smidley é o projeto solo do vocalista da banda Foxing, uma dessas bandas de rock alternativo com pegada emo, toques de punk, unindo elementos eletrônicos e mais tradicionais em suas diversas canções. Não sei os motivos que o levaram a criar esse projeto, mas aqui ele mostra um som muito diferente do som explorado por sua banda principal e é muito bom, vindo numa onda que estou começando a identificar entre essas bandas… a de criar algo mais afirmativo, tanto musicalmente, quanto liricamente.

O primeiro single do álbum “No One Likes You” já demonstra isso, a letra obscura, esconde uma mensagem ambígua que é encoberta por uma gama de instrumentos tocando notas maiores que criam uma atmosfera divertida, pra cima e até eufórica. E a partir daí, o álbum continua criando uma atmosfera positiva para letras que podem ser negativas, mas tem um ponto ali esperançoso…

As letras chamam a atenção por serem um misto de introspecção com conceitual. Às vezes revelando um ponto de vista em terceira pessoa, mas que logo encaixam personagens e narrações em primeira pessoa, como se tivéssemos entrado em seus pensamentos e nos perdemos nos labirintos criados, enquanto tentamos encontrar uma saída, assim como eles também tentam encontrar uma saída para o que estão enfrentando. É um álbum que trata de, principalmente, uma sensação de estabilidade, encontrar aquele ponto em que você pode bater o pé e assumir uma posição de enfrentamento e prover segurança, ainda que pouca.

Mesmo com letras tão misteriosas, elas são simples, de certa forma e não revelam um gigantesco escritor, nem nada assim. O que não dizer que Conor Murphy seja um escritor ruim, ele é bom, só não é ótimo.

Porém, o que mais me chama a atenção são os instrumentais das canções mesmo, há a presença de guitarras levemente distorcidas que geram uma atmosfera leve, mas também são tocadas de maneira agressiva em algumas canções, além de instrumentos de sopro, como trompetes e de teclas, como piano, instrumentos já explorados em álbuns mais recentes do Foxing, mas que aqui ganham um destaque maior e acabam gerando uma dinâmica diferente.

Há a presença de canções acústicas, mais lentas e cansativas, assim como canções com uma pegada mais rock, com guitarra, baixo e bateria, sem muita frescura. No todo, é um álbum bem diverso e por isso me chamou tanto a atenção.

Resumindo, é um álbum que vale a pena ouvir, não irá mudar a sua vida, mas é um projeto interessante e acho que merece a atenção.

3 pontos e meio

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