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Dica musical: “Murder of The Universe” do King Gizzard & The Lizard Wizard

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O segundo álbum de 5 que o King Gizzard & The Lizard Wizard pretende lançar esse ano, o décimo álbum de sua produtiva carreira e o terceiro e final de uma trilogia de álbuns que começaram com “I’m in your mind fuzz”, passaram por “Nonagon Infinity” e culmina nessa obra ambiciosa e selvagem que conta 3 histórias diferentes, mas inter-relacionadas.

“Murder of the Universe” é um álbum conceitual dividido em 3 partes, que contam a queda de um homem em busca de poder derivado de uma besta, a segunda parte foca na batalha entre o senhor da luz e Balrog, duas forças antagônicas que já figuravam nos CD’s passados da banda e por último, a história de Han-Tyumi, um androide que ganha consciência e se torna obcecado por vômitos, criando uma máquina que vomita, em seguida se fundindo com ela e por fim vomitando eternamente, matando o universo no caminho.

As histórias se conectam na briga eterna entre a luz e a escuridão, a busca pelo prazer, pelo engrandecimento próprio que acaba gerando destruição, as forças de Balrog contra o senhor da luz se tornam presentes em diferentes formas.

É conceitual e eu gosto.

Musicalmente, o álbum lembra bastante “Nonagon Infinity” (meu conhecimento não pode comparar este ábum com “I’m in your mind fuzz”), retirando uma sequência inteira de riffs do álbum para isso. Restaura as gaitas, a bateria dupla, toda a energia explosiva de “Nonagon Infinity” que fez King Gizzard se tornar uma das minhas bandas favoritas nos tempos recentes.

Porém o álbum é muito longo e pode cansar os ouvidos incautos, que ainda não conhecem a banda, então é altamente não recomendável como uma primeira ouvida. Pra mim “Flying Microtonal Banana” é um álbum de entrada melhor.

Para quem já conhece a banda é um deleite para os ouvidos, é um álbum ambicioso, conceitual, com uma história envolvente, misteriosa e ao mesmo tempo bem humorada. O álbum restaura as guitarras distorcidas, as duas baterias cheias de energia e a gaita mais estrondosa de uma banda de rock ainda em atividade.

Também é legal ver que a banda não entrou nessa ideia de lançar 5 álbuns nesse ano explorando apenas conceitos estruturais (músicas com o mesmo tempo ou músicas que só usam um tipo específico de instrumento), explorando ideias que devem estar dormentes em suas mentes há muito tempo, ousando arriscar dar vida à ideias antigas num projeto que pode ser muito desgastante. Eu ainda tenho minhas ressalvas em relação à isso, mas começo a pensar que eles tem 5 cartas muito boas na manga e decidiram fazer disso um projeto para esse ano.

É psicodélico, é conceitual e acima de tudo, é um álbum muito bom!

4 pontos

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