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Dica musical: “Post Pop Depression” de Iggy Pop & Josh Homme (2016)

postpopcover

Após ouvir algumas vezes o novo álbum do Iggy Pop, decidi que ele merecia um post.

“Post Pop Depression” é o 17º (!) álbum de Iggy Pop, com produção de Josh Homme, que ajudou não só o álbum a tomar forma física, como também contribuiu nas letras e na composição das músicas, além da participação de Dean Fertita, nas guitarras e teclados e Matt Helders, na bateria. Por toda essa equipe, o projeto já está sendo chamado de “supergrupo”, mas a sonoridade que ele passa aos ouvidos não é tão ambiciosa como o nome “supergrupo” soa.

O álbum é, de fato, muito bom, mas suas canções tem uma sonoridade mais introspectiva, algumas mais soturnas, outras mais agitadas, com um ritmo muito bem marcado, tendo uma pegada quase “funk”, que é quase uma marca dos CD’s produzidos por Hommes. No entanto, tudo nesse álbum funciona muito bem, Matt Helders não tenta se sobressair sobre nenhum dos instrumentos, marcando presença com seus toques de bateria sempre presentes e fortes. As guitarras, até tentam exagerar um pouco, mas acabam apenas se destacando, dando ainda mais corpo às canções, assim como os outros instrumentos que marcam fortemente sua presença, mas se sobressaem sobre nenhum outro.

Por ser o 17º álbum de algum artista, “Post Pop Depression” já surpreende e em se tratando de Iggy Pop, o que mais poderíamos esperar? Suas letras trazem uma resposta que condiz perfeitamente com a sonoridade mais soturna e instrospectiva de suas canções, lidando com o final da vida, o final de suas funções vitais nesse mundo e o que você vai deixar, o seu legado. Os vocais, quase fúnebres de Iggy Pop, acabam adicionando um tom de obscuridade a mais a todo o álbum e Josh Homme acaba fazendo um papel de backing vocal excelente, adicionando um certo tom “soul” às músicas, mostrando que o cara sabe o que faz e faz jus a credibilidade que possui em meio aos grandes nomes do rock.

De um começo calmo, até um pouco dançante, para um meio mais introspectivo, até um final mais pesado, soturno e até marcante, “Post Pop Depression” acaba se mostrando quase como um manifesto musical, feito por bravos artistas, que sabem, hoje, mais do que nunca, lidar com as intempéries da vida.

4 pontos e meio

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