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Dica cinematográfica: a trilogia Mariachi

Episode 105

Hoje farei uma dica cinematográfica diferente. Ao invés de fazer um post para cara um dos filmes, farei um post só para todos eles, dando uma nota para cada um e um veredicto final sobre a trilogia.
O primeiro filme chama-se “O Mariachi”, idealizado, escrito e dirigido por Robert Rodriguez é um desses filmes que elevou o cinema indie nos anos 90 ao status de cult, junto com vários outros clássicos. Sendo feito com um baixo orçamento, chegou batendo a porta de todo mundo, apresentando uma história coerente, onde, após diversas desventuras, um mariachi é confundido com um assassino e se vê forçado a matar uma gangue de criminosos numa cidade minúscula do México.
O filme, apesar de ser independente, de baixo orçamento e outras coisas que assustam aqueles que não entendem nada de cinema, é extremamente bem feito, com ótimas cenas de ação, efeitos especiais contidos, porém bem feitos e um ritmo que não diminui ao longo de sua narrativa, que contém uma falha ou outra, mas não o prejudica de forma alguma.
4 pontos
O segundo filme, “A balada do pistoleiro” já contou com um orçamento maior, atores de alto escalão e elevou o nome de Robert Rodriguez entre os estúdios de Hollywood, ganhando carta branca pra fazer o que quisesse, além de participações pra lá de especiais, tanto de atores quanto um certo diretorzinho meia boca.
A história é uma continuação de Mariachi, mas apresenta o nosso mariachi diferente. Agora, um assassino formado, que corre atrás daquele que matou a sua amada do primeiro filme (inclusive o ator é diferente, mas isso não incomoda em parte alguma, até por que o ator do primeiro volta nesse como amigo de armas do mariachi).
A narrativa é a melhor de todos os filmes, sendo, de fato, magistral, não cai em momento algum e eu não consegui encontrar defeitos, além dos óbvios, colocados de propósito para incluir o elemento nonsense que nos lembra que este é um filme de ficção.
A trilha sonora é outro ponto positivo, orquestrada pelos talentosos “Los Lobos”, trabalha junto com o filme para aumentar a tensão, a sensualidade e a sensibilidade de todos os momentos do filme, sendo uma presença constante e mais que bem-vinda.
4 pontos e meio
Já no terceiro filme “Era uma vez no México”, encontramos um mariachi cansado, após mais uma amada ter morrido, em mais uma misão de vida ou morte, mas sem os costumeiros amigos para lhe ajudar.
Este é o pior filme da trilogia, sendo totalmente dispensável, apesar de contar com os melhores efeitos, a melhor qualidade técnica, mas sem aquela narrativa constante ou crescente, que marcou o primeiro e o segundo filme, respectivamente.
3 pontos
Enfim, a trilogia Mariachi é uma das melhores trilogias cinematográficas que já vi, com certeza, apesar do terceiro filme ser decepcionante (isso é comum, infelizmente), merece crédito, não só por ser boa como filme, mas por ter alavancado a carreira de muita gente, que continua fazendo muita coisa boa e, ao mesmo tempo, salvando Hollywood.

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