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Dica cinematográfica: “Eu, você e a garota que vai morrer” (2015)

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Este é mais um daqueles filmes sobre a mudança de estágios na vida, um filme de crescimento pessoal, do ponto de vista de um adolescente, claro, que conhece uma garota, mas ela tem câncer, podendo ser comparado com um certo filminho dramático sem graça e podre lançado há pouco tempo, mas que é muito melhor comparado a um filme muito bom de um dos melhores diretores por aí.

“Eu, você e a garota que vai morrer” conta a história de Greg, um garoto que achou a forma perfeita de passar pelo colegial sem ser notado por ninguém, evitando assim os problemas que viriam com amigos e namoradas. A única pessoa a qual ele é mais próximo é Earl, o qual ele chama de “colega de trabalho”, já que os dois produzem diversos filmes juntos, paródias de filmes clássicos estrangeiros que os dois adoram assistir. Rachel, uma garota que estuda com Greg no mesmo colégio descobre que tem leucemia e, por insistência de sua mãe, Greg vai até a casa dela, desenvolvendo uma frutífera amizade.

A premissa é tida como bem clichê, garoto antisocial se apaixona por garota expressiva e extrovertida, mas há um problema a ser enfrentado. Já vimos isso em outros filmes (“A arte da conquista” e “Se enlouquecer não se apaixone” são os melhores exemplos). Aqui, o problema é o câncer, algo que também já vimos, magistralmente explorado em “Inquietos” e, pelo que ouvi dizer (por que nunca vou assistir esse filme), de forma execrável em “A culpa é das estrelas”. E assim como em “Inquietos”, este filme tem um final louvável pela sua coragem, mas que é mascarada a todo momento pelo personagem principal, que é também o narrador, quebrando a quarta parede ao conversar com o espectador, que também serve para deixar claro que este não é um filme clichê. Ao contrário do que parece, eu te garanto, esta não é uma história de amor (e ao contrário de um certo filme com 500 dias de verão aí, isso é uma verdade nesse filme), pois Greg não se apaixona por Rachel. Ele, de fato, é apenas amigo dela.

E é amigo de Earl também e é amigo de seu professor de história e é amigo de mais um monte de gente, mas ele não percebe, o que gera uma análise da personalidade de seu personagem muito interessante e, reservadas as proporções, profunda no filme.

Enfim, “Eu, você e a garota que vai morrer” é, provavelmente, o filme do ano na categoria “coming of age”, entrando no panteão dos campeões junto com “A arte da conquista”, “Se enlouquecer não se apaixone”, “Os reis do verão”, “Oh Boy”, “Frances Ha”, “Antes que o mundo acabe”, “O verão da minha vida”, “Jovens, Loucos e Rebeldes” e “O Clube dos Cinco” (provavelmente tem mais, eu preciso fazer um post só sobre isso).

5 pontosP.s.: O filme foi baseado num livro, que assim como “Se enlouquecer não se apaixone” não deve ser tão bom quanto seu irmão das telonas, mas eu já comprei e logo terá um post sobre ele por aqui.

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