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Dica musical: “V” de Wavves (2015)

CoverApós uma semana conturbada no trabalho e na minha vida de forma geral, estou de volta com uma excelente dica para os seus ouvidos: a volta de uma das bandas (ou seria dupla?) da atualidade na primeira dica escrita do meu novo laptop (e que teclado gostoso!).
Para quem não sabe (e se você curte um rock alternativa de primeira, eu duvido que você não sabe) Wavves é uma banda de rock alternativo de Los Angeles, EUA. Seu som sempre foi bem barulhento, sendo classificado como um noise rock de garagem, que ganhou nuances de surf rock lá pra 2010, mas em 2013 (eu acho), eles lançaram o não tão aclamado “Afraid of Heights”, que tinha uma pegada mais deprê, lembrando bastante o Nirvana e toda a onda grunge que havia ganhado novamente a atenção de todos os meninos descolados naqueles anos pós-quase-apocalipse maia de 2012.
Eu não sabia muito o que esperar de um novo CD do Wavves (e, na verdade, esse CD me pegou de sopetão, por que eu nem havia lido nada a respeito dele, nem sabia de seu lançamento), no entanto, gosto muito dos primeiros trabalhos do Wavves, tanto a fase noise rock de garagem (magistral), quanto a fase surf rock garageiro (fenomenal) e sua fase deprê não é de se jogar fora.
Mas aqui, eles inovam novamente, voltando um pouco para as suas origens, puxando novamente aquela pegada surfista e os ritmos dançantes e agitados, mas dessa vez, com um som um pouco mais polido, ao menos em relação aos instrumentos, afinal, os vocais continuam sujos e cheios de camadas.
As guitarras também são sujas e cheias de camadas, mas não chegam a dar dor de cabeça, sem contar que, nesse álbum, elas “sabem” quando entrar na música, dando espaço para todos os outros instrumentos e não ponopolizando o álbum todo como acontecia nos primórdios da banda. O baixo e a bateria (apesar da banda/duo não ter um baterista fixo) são sempre presentes e dão o ritmo às canções, fortalecendo o lado dançante do álbum todo.
Ao meu ver, esse parece ser o álbum mais “redondo” do Wavves, por ser um álbum que não exagera em nenhum momento, nem puxa demais para qualquer lado, sendo uma mistura perfeita de noise rock, com surf rock e garage rock, contando com uma gama de instrumentos digna de 3 diferentes gêneros de rock, das guitarras, baixo e bateria, a percussão mais elaborada, o pandeiro, sintetizadores e um tecladinho maroto.
As letras continuam muito centradas na visão do vocalista, pedindo desculpas por ter bagunçado com sua namorada, seus amigos, reclamando da vida e todo aquele blá-blá-blá que todos nos cansamos de ouvir, mas estamos sempre repetindo para os outros, afinal o Wavves apesar de já ter alguns bons anos de estrada e cinco (!) CD’s (fora os EP’s e Splits), é uma banda de moleques, ou no máximo, jovens adultos, pouco mais velhos que eu ou você (talvez…), então eles nos entendem e nos expressam, de certa forma.
Enfim, o retorno de Wavves com “V” é excelente, é dançante, é divertido, é engraçado e é agitado, tudo em 12 ótimas canções (há algumas excelentes aqui, mas nenhuma é menor que “ótima”, na minha classificação pessoal).
4 pontos e meio

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