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Dica musical: “Currents” de Tame Impala (2015)

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Tame Impala é uma das minhas bandas favoritas, continua sendo, mas “Currents” não é capaz de chegar aos pés de seus outros dois álbuns, embora não seja completamente esquecível.

Tame Impala também é uma banda de um homem só, embora se apresente ao vivo e em fotos como uma banda de 5 marmanjos. Na verdade, Kevin Parker, o guitarrista (?) e vocalista da banda produz todos os álbuns sozinho, em casa, então os outros membros não tem voz para nada na banda, criativamente, falando.

Tame Impala é, ainda, a banda responsável pelo revival que a música psicodélica sofreu na última década, fazendo, sim, uma certa escola de músicos, principalmente australianos.

E “Currents” não se parece em nada com um álbum do Tame Impala, na verdade, ele fica de lado, como se fosse um álbum feito por uma banda nova de 2015 (e que, sinceramente, não vai durar muito após esse álbum).

Há um ponto na vida das bandas que vieram depois dos anos 2000 em que elas se cansam de fazer a mesma coisa e passam a fazer coisas diferentes, usando a falácia da maturidade e que eles estão sempre mudando (não que não estejam, mas é possível mudar e transgredir as barreiras da música pertencendo a um ritmo musical, a maioria dos grandes nomes do rock fizeram e continuam fazendo isso). Tame Impala chegou nesse ponto e caiu na maldição do 3. Este é o seu terceiro álbum, é diferente de tudo o que fizeram e é decepcionante.

Em “Currents” não há guitarras distorcidas, nem guitarras naturais, nem sequer solos no meio das músicas, simplesmente, não há guitarras (!). Se já não bastasse essa burra audácia, em “Currents” não vemos algum tema ou ideia por trás de todo o álbum como em “Lonerism”. O que vemos aqui é algo novo, uma banda diferente, que busca influências em álbuns recentes como “Random Access Memories” do Daft Punk e uma pitada de psicodelia, para criar um som eletrônico, liderado por baixos e baterias.

E se há algo bom nesse álbum é isso, o baixo e a bateria, continuam, como nos dois últimos álbuns da banda, marcantes e vibrantes, dando ritmo e vida a mediocridade de “Currents”.

Então, sim, vale a pena escutá-lo, a maioria de suas músicas são boas, têm um ótimo acompanhamento de baixo e bateria, mas não espere uma mudança de vida com esse álbum, ele é vazio e medíocre a níveis que não víamos desde “AM” ou “RCA”.

2 pontos e meio

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