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Dica musical: Nosaj Thing live at Music Hall of Williamsburg, 4/4/15

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Esta não é uma dica musical convencional, pois não se trata de uma dica de álbum ou EP, nem ao menos de uma música apenas e sim de uma apresentação ao vivo de um artista de música eletrônica, gênero que eu, sinceramente, não entendo mais.

O artista em questão é Nosaj Thing, um estadunidense com raízes orientais, baseado em Los Angeles, Califórnia e já produziu canções para diversos artistas de rap, alguns exemplos sendo Kid Cudi, Chance, the Rapper e Kendrick Lamar. No dia 5 de Maio, ele lançou seu terceiro álbum, “Fated”, mas semanas antes, ele vinha fazendo shows ao longo de todo os EUA para divulgar seu novo álbum.

No dia 4 de Abril, ele fez um show na cidade de Nova Iorque, em uma casa de shows do Brooklyn, chamada de Music Hall of Williamsburgh, com capacidade máxima para 550 pessoas, usando um set diversificado com canções novas e canções antigas de sua carreira, além de remixes e variações de suas músicas.

Duas semanas após, enquanto estava viajando por Houston para divulgar seu álbum, todo o aparelho de som do músico foi roubado! Em termos de equipamento, o ladrão (ou ladrões) levaram 4 mochilas (com vai-saber-oque lá dentro), 4 Macbooks Pro’s, um ou alguns HD’s Lacie (essa porra custa mais de 2000 reais na loja de eletrônicos mais confiável da internet) e controladores MIDI.

O conteúdo de todos esses equipamentos consistiam de todas as suas sessões de gravações, ao vivo e em estúdio, e é tão valioso que Nosaj Thing postou em seu twitter uma imagem dizendo que seu equipamento havia sido roubado, oferecendo uma recompensa, sem perguntas e com um e-mail para contato claramente criado só para isso. Ele tinha em seu HD uma cópia de todos os arquivos criados para seu novo álbum, mas o HD queimou e recuperar um HD externo é uma tarefa extremamente complicada.

Para artistas de música eletrônica, perder um equipamento assim é algo muito pior do que um roqueiro perder sua Fender Stratocaster favorita, que é apenas um meio usado para criar os frutos de seu trabalho. A comparação só seria bem-feita se um rockeiro perdesse não só sua Fender favorita, mas se o estúdio onde ele estivesse fazendo o novo álbum sofresse um acidente que o destruísse por completo.

Apesar de Nosaj Thing ser um grande artista, com qualidade e criatividade suficiente para produzir mais música e mais sets como o de Williamsburgh, eu consigo sentir o desespero que ele deve ter sentido ao perceber que havia sido roubado. Ser roubado já é ruim, mas ter todos os frutos de seu trabalho feito, no mínimo, em torno de um ano, é desesperador.

E enfim, chegamos ao ponto onde eu não entendo mais a música eletrônica, pois o próprio set de Nosaj Thing é meio desesperador, músicas calmas, muito etéreas e lentas (?), algo que eu, tenho que admitir, não sabia que existia em música eletrônica. Claro que eu conheço o movimento chillwave que cresceu no meio da década passada, mas ele morreu, de certa forma e, apesar de existir artistas como Jamie Issac e James Blake que seguem por este caminho, mas eles não atraem muita atenção do cenário da música eletrônica e nem sequer se consideram artistas de música eletrônica, principalmente por tomarem suas vozes como o epicentro de suas canções. No entanto, isso não é o que acontece com Nosaj Thing, que se concentra na música em si, ao invés da voz, rara, mas presente em algumas canções.

Ou melhor, o epicentro de suas canções é, na verdade, as sensações que ela provoca no ouvinte, até por que a instrumentação nem é tão marcante (ou boa) assim. Algo completamente diferente do que estamos acostumados a ver nsa baladas ou raves ou Tomorrowlands da vida e que eu acho muito interessante, apesar de duvidar que eu iria curtir um set desses ao vivo, mas enquanto eu escuto deitado no sofá ou prestes a dormir, acho uma ótima pedida.

Fiquem com essa obra de arte perdida:

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