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Dica cinematográfica: “There Will Be Blood” (2007)

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“There Wil Be Blood” é um filme de 2007, dirigido por Paul Thomas Anderson, do gênero drama épico, baseado na novela “Oil” de Upton Sinclair.

O filme conta a história de Daniel Plainview, um prospector, profissão daqueles que descobriam petróleo em terro nos Estados Unidos do século XX e o exploravam, vendendo a empresas maiores que produziam combustível e outros derivados com o petróleo, e sua relação com diversas pessoas à sua volta ao longo de sua próspera vida. Começando em 1898, Daniel é um mineiro, que cai num poço e quebra perna, achando uma pedra preciosa durante o acidente. O filme então salta para 1902, onde Daniel funda uma pequena empresa de perfuração. Seguindo ao acidente de um de seus trabalhadores, Daniel adota o filho, agora órfão, dele como seu, chamado de H.W. e o toma como “sócio”. Em 1911, Daniel é abordado por Paul Sunday, que alega ter um depósito enorme de petróleo em Little Boston, uma pequena vila no interior da Califórnia. Daniel se interessa e compra a terra de Paul, mas logo arranja problemas com o irmão gêmeo dele, Eli, que exige mais dinheiro pela fazendo e uma doação generosa para a igreja da vila, onde ele é pastor. À partir dfaí o filme se desenvolve, mostrando as relações de Daniel com as pessoas da vila, seus trabalhadores e sua família.

A grande questão do filme e o que o torna interessante é que Daniel não é uma pessoa comum, um cara normal, ele é, na verdade, um grande cretino, que faz parte do segundo pior tipo de pessoas no mundo, o tipo de pessoa que ama o trabalho, que transformou o trabalho num hobby e só enxerga isso em sua vida, sem se importar com amigos ou família, que aliás, nem existe para esse tipo de pessoa, tornando-se um fardo para ele, na verdade. O filme mostra Daniel implacável e é impossível gostar dele, mas você não tem a sensação decepcionante que outras obras carregam, como, por exemplo, “Mil anos de solidão” ou “O cortiço”, o filme não é exagerado e portanto, você apenas sente pena daquele personagem, tão lamentável.

O filme não é nenhuma obra de arte, genial ou imperdível, mas tem seus momentos, baseados no jogo de câmeras, algumas cenas são simplesmente dignas de Kubrick, mas o filme como um todo é bem mais ou menos.

3 pontos

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