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Dica literária: “Vampiro Americano vol. 3”

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Mais uma dica de Vampiro Americano, dessa vez acompanhando o ambicioso volume 3 da série, com as melhores histórias até aqui, um brilhante artista convidado e será que o terceiro volume da série amarrou as pontas soltas do volume 2, nutrindo a minha expectativa?

Neste terceiro volume, a história se passa nos anos 40 e acompanhamos 3 histórias diferentes. A primeira, durando apenas um capítulo, uma one shot, desenhada por Danijel Zezelj, mostra a tragédia de Skinner Sweet em busca de uma parte do seu passado, encontrando figuras antigas do velho oeste e se despedindo de uma vez por todas de seu passado.

Na segunda história, Rafael Albuquerque volta às pranchetas e alcança o seu auge na série, contando a história de Pearl e Henry, já velho e sentindo um certo vazio interior, afinal, ele fica cada vez mais velho, enquanto que Pearl continua a mesma garota, jovem e bonita, com um gritante instinto assassino dentro de si. Dessa vez, Henry se une com os Vassalos da Estrela da Manhã para uma missão secreta junto com os aliados em direção à uma ilha próxima ao Japão, onde vive uma espécie nunca antes de vampiros, um mal que nem mesmo Skinner Sweet pode deter.

Na terceira história, desenhada pelo brilhante Sean Murphy, acompanhamos Felicia Book e o ex-cherife Cash McCogan numa missão em Bucareste, no meio de nazistas, para se encontrar com um cientista que diz ter encontrado a cura para o vampirismo, mas antes eles terão que se virar com os inimigos, que se já não bastasse serem nazistas, também são vampiros.

Este é o melhor volume de “Vampiro Americano”, sem dúvida. Tudo, da história à arte, alcança o seu auge nessas três histórias.

A narrativa evolui muito, Scott Snyder definitivamente trabalha com mais calma nesse volume para contar uma história coesa, sem deixar pontas soltas e muito convincente, apesar de muitos momentos clichês esquecíveis entre os seus casais de personagens. Aqui nós não só acompanhamos as aventuras dos personagens mais carismáticos da história, como também conhecemos um pouco mais do mito do vampiro que ele criou para essa série, cheio de referências histórias, buscando inspiração em diversas mitologias antigas e assumindo uma postura um pouco didática, mas na medida certa para não ser chata.

Já Rafael Albuquerque alcança o seu auge em questão de arte, fazendo desenhos realmente inspirados e inspiradores. Todas as capas dos capítulos que ele desenha foram um enorme painel capaz de contar a história por si só e o modo como ele desenha os vampiros nesse volume são realmente perturbadores, dignos de um filme gore daqueles bem sanguinolentos mesmo.

E o que dizer dos convidados especiais? Danijel Zezelj eu não conhecia, mas fez um ótimo trabalho aqui e Sean Murphy é um mestre dos quadrinhos, criando uma arte que é capaz de falar por si só, utilizando tudo, da posição dos painéis ao enquadramento dos seus personaqens para auxiliar na narrativa.

Infelizmente, o volume 3 de Vampiro Americano não retoma nenhum ponto do volume 2, tirando alguns pontos inerentes aos personagens recorrentes da série, ele não fecha nenhuma ponta solta do volume 2, muito pelo contrário, apenas reforça uma delas, deixando espaço para os próximos volumes da série e que tomara que venham logo.

4 pontos e meio

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