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Dica literária: “Vampiro Americano vol. 2”

Vampiro-Americano-2

Continuando os posts sobre essa série incrível, vamos prosseguir hoje para o volume 2 de Vampiro Americano.

A história pula uam década e estamos nos anos 30, um pouco depois da Grande Depressão de 29 e todo o Estados Unidos estava sentindo ainda os efeitos colaterais da crise, a não ser na cidade de Las Vegas, que parece ser o futuro do país, uma terra cheia de oportunidades e esperanças, movidas pela construção da represa Hoover (eu acho), que iria distribuir água para todo o deserto. Nascido em Las Vegas, vive o cherife Cash, que acaba se envolvendo com o grupo Vassalos da Estrela da Manhã, um grupo secreto de caçadores de vampiros, seguindo os rastros de Skinner Sweet, que virou cafetão em Las Vegas e a suspeita de que um membro das mais antigas espécies de vampiros vive na cidade.

Na segunda saga da série contida neste volume, acompanhamos a vida de Pearl Jones e seu namorado, Henry, vivendo em uma cabana numa área quase abandonada, tendo um primeiro contato com os Vassalos da Estrela da Manhã, enfrentando outros vampiros, enquanto uma personagem que parecia ter morrido no primeiro volume volta, mas dessa vez como vampira e com sede de vingança.

Nesse volume somos apresentados à uma nova década, novos personagens, mas todos eles ligados ao primeiro vampiro americano, de uma forma ou de outra. Seja com o segundo vampiro americano (Pearl Jones), seja procurando vingança (Felicia Book) ou simplesmente pelo contato hostil que mantém com ele (cherife Cash), criando uma árvore de personagens que se tornarão recorrentes na série, interligados por laços tênues, respeitando ainda a linha cronológica da série, que a cada volume, avança uma década.

Dessa vez, a série conta como convidado especial Mateus Santolouco, outro artista brasileiro, responsável por desenhar os quadrinhos que mostram o passado de Cash, dono de um traço muito bonito, cheio de sombras, utilizando muita tinta mesmo, claramente influenciado pelos quadrinhos mais antigos como Tex, por exemplo. Sendo até mais bonito que os traços de Rafael Albuquerque, que continua um monstro na arte do livro.

Quanto à narrativa, nesse volume acompanhamos duas histórias e que não parecem terem sido feitas com tanta urgência, em parte por que há menos história para se contar e em parte, por que só o Scott Snyder escreveu, tendo mais espaço para contar o que queria. A ambientação continua muito boa, crédito tanto para o artista, que enche os quadros de detalhes que reforçam a identificação visual, quanto para o escritor, que insere dados e fatos históricos, sem parecer didático demais.

O volume 2 de Vampiro Americano também é um livro mais curto que o seu antecessor, recebendo um tratamento mais especial da editora brasileira, que inseriu muitos extras, além dos característicos esboços de capas e estudo de personagens, temos também uma entrevista com o Rafael Albuquerque, que explica um pouco do processo de criação de Vampiro Americano (aqui ele já havia se tornado co-criador da série, não só o desenhista).

O livro deixa uma ponta solta no final, que apenas aumentou a minha expectativa para o próximo volume, mas se essa expectativa foi nutrida, isso é algo para outro post, por enquanto, contenham-se com essa notinha merecida a “Vampiro Americano” vol. 2.

4 pontos

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