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Dica cinematográfica: “The Host” (2006)

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De acordo com o poster, este filme está pau-a-pau com “Tubarão” e pode ser considerado o Alien da nossa geração. Felizmente, o filme não decepciona e os elogios não são exagerados.

Em “The Host”, um cientista estadunidense de um centro de estudos financiado pelo governo dos Estados Unidos na Coréia do Sul ordena que seu colega coreano despeje todo o conteúdo de diversos frascos largados no laboratório ralo abaixo, porque eles estão velhos e empoeirados, então não tem mais uso prático. O problema é que o conteúdo dos fracos era venenoso e meses depois uma enorme criatura marinha ataca pessoas próxima a um rio, colocando todas as autoridades coreanas em alerta.

O filme utiliza o artífice do monstro gigante que ataca a cidade para explorar os laços afetivos que unem uma família desfuncional. Gang-du é o filho preguiçoso de Hee-Bong, um vendedor de comidas numa barraquinha próxima ao rio onde está a criatura. Sua filha, Hyum-Seo é pega pela criatura e feita de “refém”, então Gang-du, junto com seu pai, seu irmão, Nam-il e sua irmã, Nam-joo, decidem procurar pela garota desaparecida entre os esgotos de Seul.

Gang-du é um tremendo preguiçoso, que trabalha com o pai, por que não há nada mais para ele fazer. Sua irmã, apesar de ser uma atleta que disputa vários campeonatos de arco e flecha, nunca ganhou uma medalha de ouro, pois sempre desiste no final das competições. Já seu irmão, é um ex-estudante universitário, que se uniu ao movimento estudantil e nunca terminou a faculdade, nem tem um emprego, vivendo gastando seu dinheiro com bebida. Os únicos com a cabeça no lugar são a filha de Gang-du, alvo de todo o afeto da família e que é o único motivo deles se unirem e Hee-Bong, o avô (Não quero entregar spoilers, mas fica fácil imaginar o destino dos dois, não?). Ao longo de todo o filme, eles se unem, se separam, crescem, seguindo caminhos separados e seu unem novamente, para resgatar Hyum-Seo, fortalecendo o laço que os unia, descobrindo novas qualidades de cada um e criando novos laços, também.

Os efeitos especiais do filme não são lá essas coisas; e se dependessem deles o filme nunca ficaria pau-a-pau com “Tubarão” e “Alien”, mas o desenvolvimento de seus personagens, com um tempo de tela muito equilibrado para cada um (créditos para a extensão do filme, que é longa, porém não cansativa), fazendo o telespectador se aproximar de cada um e criar empatia com eles, faz de “The Host” um dos melhores filmes do gênero, usando em seu favor o roteiro muito elaborado e não o ineditismo de “Tubarão” ou o choque de “Alien” ou ainda a inovação técnica de “Cloverfield”, que também são filmes muito bons, mas não tem um roteiro tão bem elaborado quanto esse, ao menos não que seja centrado no desenvolvimento de personagens, muito menos familiares.

Há uma dose de humor muito grande no filme também, oque estraga alguns momentos, sim. Afinal trata-se de um filme coreano e o senso de humor dos asiáticos é muito diferente do nosso.

Enfim, “The Host” é um filme  que conta com alguns defeitos, mas suas qualidades superam eles e podem surpreender o telespectador que espera apenas mais um filme de destruição.

4 pontos

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