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Dica cinematográfica: “Whiplash” (2014)

whiplash-poster

“Whiplash” é um filme de 2014 e, provavelmente, um dos poucos filmes que realmente mereciam estar no Oscar (ao lado de Princesa Kaguya que eu ainda não assisti, mas com certeza é melhor que qualquer filme de animação CG feito no ano passado).

O filme conta a história de Andrew, um solitário estudante de música no melhor conservatório do país, que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música, assim como seus ídolos. Para tanto, ele precisa entrar com o melhor e não pensa duas vezes ao ser convidado pelo reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher para a orquestra principal do conservatório, uma experiência que exige uma mudança profunda de Andrew, tanto profissionalmente como pessoalmente.

Já garanto de antemão, esse filme é demais, com uma trilha sonora impressionante, enquadramentos perfeitos, uma fotografia deslumbrante e uma cena final que merece entrar na história, fazendo uso de uma excelente metáfora para levar ao final glorioso, mostrando o amor puro entre pai e filho e suas consequências milagrosas, criando paralelos com a trajetória do herói e o crescimento do homem, sendo necessário um amor fraterno e puro (vindo do pai), porém um amor desafiador, incompreensível e sujo (vindo do mentor), para que você possa crescer.

Não é necessário dizer muita coisa sobre ele, afinal o filme tem quase duas horas, mas passam como se fossem 40 minutos, por que ele consegue te manter preso na cadeira, assistindo e se deliciando com as cenas, intercalando cenas musicais (com os músicos tocando, criando um jogo de câmeras vibrante, até violento, mas que funciona muito bem, levando-se em conta a construção que leva até essas cenas) com cenas de diálogos entre personagens, apresentando seu passado, sua história e seus dramas, o que é uma maneira muito interessante de se fazer isso, pois não cansa o telespectador, que é apresentado a apenas o necessário para simpatizar com cada um dos personagens, até mesmo com o babaca do Terence Fletcher.

Enfim, “Whiplash” é uma excelente obra de arte, um filme que eleva o cinema a outro patamar, ele está em um nível completamente diferente. Ele excita e te entretêm, como as porcarias dos blockbusters gostam de pensar que fazem, mas não perde o seu valor artístico, por que afinal é isso que o cinema é: arte.

5 pontos

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