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Dica literária: “A dama do lago” de Raymond Chandler

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“A dama do lago” é um livro escrito por Raymond Chandler e publicado pela primeira vez em 1943, naquela longínqua época em que se escreviam clássicos a torto e a direito.

Phillip Marlowe é um detetive particular contratado por Derace Kingsley, um rico dono de uma marca de cosméticos, para encontrar sua esposa desaparecida há, mais ou menos, um mês. Sua esposa, Crystal, havia abandonado-o, deixando um bilhete de despedida, dizendo que fugiria com o seu amante, Lavery. Kingsley nem se importa mais com seu casamento e aceita a traição de sua esposa, mas um dia, ele esbarra com Lavery na rua e lhe pergunta como estava sua esposa, ao que Lavery responde não saber do que ele estava falando. Então Kingsley começa a ficar preocupado, pois Lavery era o tipo de canalha que gosta de se gabar de suas aventuras sexuais, então acaba contratando o detetive particular Phillip Marlowe, que vai ao lugar em que Crystal foi vista pela última vez, uma casa de campo à beira de um lago, onde ele acaba encontrando o corpo de uma mulher, mas não é o de Crystal e, sim, o de Muriel Chess, esposa do caseiro que tomava conta da casa de campo de Kingsley. Começa então a investigação de Marlowe em busca de respostas para os dois casos, que, aparentemente, não tem ligação alguma, mas são estranhamente relacionados, encontrando no meio do caminho tiras inconvenientes e corruptos, ricos muito suspeitos e uma penca de casos extra-conjugais, em uma trama extremamente intricada.

Quando eu li a sinopse do livro na contra capa e vi que se tratava de um livro de Phillip Marlowe me veio logo à mente um dos melhores filmes da história do cinema: “The Long Goodbye”, então já fui logo comprando, por que queria muito começar a ler a série de filmes policias de Raymond Chandler e confirmar que, sim, eles são muito bons.

Em “A dama do lago” somos apresentados á uma trama extremamente intrincada, com 2 assassinatos e várias pistas aparecendo de todos os cantos, conectadas à um caso, à outro ou a nenhum, aparentemente.

Aparentemente, por que no final tudo se encaixa brilhantemente, criando um legítimo mind blow.

É claro que o livro parece deixar algumas pontas soltas, mas que podem facilmente serem deduzidas pelo leitor, até por que não são importantes para a resolução do caso, tampouco para a história, não diminuindo o valor deste livro excepcional.

Outro fator positivo para o livro é sua narrativa, um pouco lenta num primeiro olhar, sim, toda a ação do livro ocorre num intervalo de poucos dias, mas que nunca perde o interesse do leitor, por que quando a investigação não avança, seja por uma nova pista ou informação relevante, temos os diálogos impressionantes e bem construídos para saciar o entusiasmo com o livro.

Fazia tempo que eu não terminava de ler um livro, dizendo: “Putz grila, que livro bom!”.

Enfim, “A dama do lago” está mais que recomendado, apesar de sua edição pela L&PM pocket ser bem fraquinha (tem vários erros de português, alguns de concordância devida à má tradução, imagino eu), mas que pela ótima trama, narrativa impressionante e personagens marcantes vale a pena ser lido.

4 pontos e meio

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