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Dica cinematográfica: “Samurai X: Kyoto Inferno” (2014)

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Enfim é lançada a continuação do melhor filme adaptando outra mídia que o mundo já viu: “Samurai X: Kyoto Inferno”; é a continuação de Samurai X, o já clássico filme de 2013.

Eu não assisti, nem li o material original, então não tenho muita bagagem para falar, como fã, o que achei desse filme, então vou falar dele, apenas como continuação de um dos meus filmes favoritos.

Na trama, Kenshin está vivendo com Kaoru e seus amigos na escola de kendo da moça, até que ele é solicitado pelo novo governo para derrotar o samurai Sishio Makoto, um homem munido de puro mal e que quer derrubar o governo Meiji, já bem estabilizado no período da história. Mais uma vez, Kenshin deve empunhar sua espada para deter o mal, enquanto um novo rival surge, Sojiro, um samurai que jurou vingar-se do samurai com a cicatriz em cruz.

Este filme, funciona mais como um prólogo, um prelúdio para algo ainda maior, que será o seu terceiro filme (lançado no Japão quase que simultaneamente ao primeiro), apresentando personagens, reforçando a trajetória do herói, os dramas pessoais de cada um e convencendo o espectador de suas tomadas de decisão. Tudo isso é feito com bastante calma, sendo apresentado aos poucos para quem assiste, o que pode parecer um pouco chato, mas promete compensar a espera.

Aliás, todo esse tempo tomado para desenvolver a trama é muito bem utilizado, conhecemos as razões de Sishio e elas convencem, nem tanto por fazer você se compadecer com o personagem, mas por fazer você entender que ele é um louco, um vilão de verdade, conhecemos as razões de Sojiro, seu passado, seu sofrimento e isso também convence. Kenshin deve masi uma vez empunhar sua espada com relutância, mas a crueldade a qual ele (e nós) somos apresentados, acabam nos convencendo também, das suas ações.

O filme tem mais uma vez um prior técnico soberbo, com planos abertos, ângulos originais, além de um balanceamento incrível de elementos em todas as suas cenas, que são verdadeiros colírios para os olhos. Resumindo; o filme é bonito demais, esteticamente falando.

Sua trilha sonora também é marcante, muito bem pontual, auxiliando, ou melhor, complementando a criação da atmosfera desejada em suas cenas, sem se sobrepondo demais ao filme, porém fazendo parte dele, funcionando em conjunto com ele, sendo difícil imaginar como determinadas cenas seriam sem ela.

Assim como o seu antecessor, “Samurai X: Kyoto Inferno” é um filme maravilhoso, mesmo que seja um pouco menos eletrizante que o primeiro, é compreensível, levando-se em conta que essa é a introdução a algo maior, uma introdução com muitas reviravoltas, diga-se de passagem, fazendo a antecipação para o glorioso desfecho final crescer ainda mais.

4 pontos e meio

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