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As melhores dicas musicais de 2014

Chegou aquela época do ano cheia de listas opinativas dos melhores álbums do ano, melhores músicas do ano, melhores filmes do ano, que ninguém vai ouvir daqui alguns anos, mas aqui, eu decidi trazer aqueles álbums que eu escutei há muito tempo e continuo escutando, além de ter indicado eles no blog, com exceção de um álbum, que na época não de lançamento não dei muito valor, mas vira e mexe, paro para escutá-lo.

E é com esses dois álbums que abro a lista de melhores CD’s de 2014:

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O que dizer desse CD delicioso do Mac Demarco? É um indie despretensioso, muito influenciado por bandas lá dos anos 90. Suas canções são marcadas pelos riffs de guitarra, que lideram a maioria das melodias, além de serem, de um modo geral, curtinhas, então não tem como enjoar das músicas que Mac Demarco criou. Confesso que não conhecia o artista antes de “Sallad Days”, então posso ter sido apresentado a uma sonoridade diferente da usual dele, ou não, quem sabe? O que importa é que eu achei esse álbum muito equilibrado, gostoso de ouvir e merece estar nessa lista.

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Apesentando um som mais sofisticado e regular, “Plowing into the field of love” pode ter levantado algumas dúvidas na cabeça de seus fãs mais assíduos, no entanto, após o seu lançamento, fica claro que o Iceage ainda é Iceage, com apenas mais influências e um requinte maior, o que tem apenas a acrescentar para a banda, abrindo novos e interessantes caminhos para eles.

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Criando batidas poderosas, usando sua ótima voz, num conceito muito interessante, Teophilus London consegue chamar e prender a atenção com “Vibes”, seu segunda álbum de estúdio. Leia mais sobre o álbum aqui.

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Uma banda extremamente prolífica volta com mais uma explosão de energia, guitarras distorcidas, baterias marcantes e o bom e velho rock n’ roll, apenas com uma qualidade maior, deixando de lado a sonoridade lo-fi, mas sem perder a essência do que é o som de Bass Drum of Death; “Rip This” é um álbum que merece ser ouvido e tocada várias e várias vezes.

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Um CD que não é para todos os ouvidos, experimental e original, misturando elementos tão variados que fica difícil traçar a sua origem. Adult Jazz entra para o cenário musical oficialmente com “Gist Is” em grande estilo, cumprindo com sua promessa de lançar um dos grandes álbums de 2014.

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Outro álbum de estréia, Honeyblood chegou para mostrar que um bom rock de garagem não é feito apenas com garotos magrelos, metidos em calças apertadas e usando camisetas rasgadas. É possível ser feito também por meninas g@t@s em roupas de vovó, típicas pastel goths que a internet tanto ama.

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Explorando diferentes temas, em um flow impecável, Mac Miller lança o seu melhor projeto até agora. “Faces” é profundo, obscuro, dançante e divertido. Uma mistura nada ortodoxa e impressionante.

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Apresentando uma sonoridade completamente nova para a banda, “Luminous” é um marco no som do The Horrors, um som que eles vinham cravando a anos e só agora foi apresentado à superfície. Agora, só o tempo dirá se esse é o diamante lapidado e pronto para a exposição, ou apenas a amostra de uma pedra preciosa ainda a ser descoberta pelos nossos ouvidos.

monster rally

No seu melhor trabalho até então, Monster Rally apresenta um conceito muito interessante, abusa de influências pouco utilizadas e exploradas, além de terminar o ano anunciando um novo trabalho colaborativo que, pelo jeito, parece estar muito bom. “Sunflower” é um EP de apenas 4 músicas, mas mostra que quantidade não é sinônimo de qualidade.

La-Dispute-Rooms

“Rooms of the house” é uma obra-prima. A excelência traduzida em músicas, um som marcante, ora vibrante, ora introspectivo, ora violento, ora calmo, mas sempre, sempre inteligente. É uma obra de arte, que, se fosse possível, seria emoldurada. Na minha opinião, é, sim, o melhor CD do La Dispute, embora seja impossível de classificá-lo e talvez seja por isso que seja tão bom. É um CD que transmite tudo o que a banda havia transmitido ao longo dos anos, só que mais refinado, melhorado. Enfim, apenas admire.

E para terminar, uma menção honrosa a um dos melhores álbums da história e que este ano completou 10 anos desde o seu lançamento.

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“Madvillainy” não é um apenas um dos melhores álbums do MF Doom, é um dos melhores da história. Por que? Simplesmente, por que une em 20 músicas dois gênios do Hip Hop: MF Doom e Madlib. O primeiro com suas rimas extremamente inteligentes, cheias de referências, sagazes e engraçadas, o segunda com suas batidas impressionantes, utilizando canções que ninguém nunca ouviu, misturando sonoridades como ninguém e, este ano, essa obra-prima completou 10 anos desde o seu lançamento. Deve ser ouvido por todos os amantes de um bom rap e também para aqueles que querem, simplesmente, conhecer boa música de verdade.

Enfim, essa é a minha lista de melhores álbums do ano, bom natal, feliz ano novo, fiquem com Deus e um beijo aonde você quiser.

Falow.

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