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Dica literária: “Koe no Katachi” (2014)

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“Koe no Katachi” é um mangá escrito e desenhado por Yoshitoki Ooima, serializado entre Agosto de 2013 e Novembro de 2014.

O mangá conta a história de Nishimiya Shouko, uma garota surda que se muda para uma nova escola, de ensino primário. Pelo fato dela ser surda, acaba sendo alvo das brincadeiras de mau gosto de Ishida Shouya, até que ela é forçada a sair da escola. Como resultado, Ishida acaba sendo ostracizado por todos os seus colegas de classe, durante todo o resto da sua vida escolar primária. Anos depois, já no colegial, arrependido do que fez, ele procura se reencontrar com Nishimiya, buscando redenção pessoal.

Agora que acabou, sinto-me livre para falar desse excelente mangá, que começou como um one-shot e depois foi serializado. No one-shot somos apresentados a toda a história de Ishida zoando Nishimiya em algumas páginas, finalizando com o seu reencontro em uma estação de trem. Já na serialização todo o primeiro volume do mangá é dedicado a mostrar a infância de Nishimiya e Ishida, aprofundando em seus relacionamentos com os parentes e os amigos, centrando-se mais em Ishida, mostrando que ele é um garoto que, simplesmente, não quer ficar entediado e por isso se mete em loucuras como pular da ponte e zoar Nishimiya, chamando a atenção de todos. No entanto, ele, no fundo, não tem amigos, que só se aproximam dele por que não vêem outra opção e por isso, acabam fazendo Ishida ser alvo de ostracismo, após a saída de Nishimiya da escola.

No final do primeiro volume, a série pula alguns anos e Ishida já está no colegial, ainda sem amigos ou expectativas para o futuro. Ele passou os últimos anos dedicando-se a aprender a língua de sinal, até o dia em que se reencontra com Nishimiya e, então, ele dedica-se a tornar-se amigo dela, surpreendendo a garota.

A partir daí, o mangá desenvolve as relações de Ishida com Nishimiya e as pessoas do seu lado, mostrando como Ishida volta a confiar nas pessoas e descobre-se apaixonado pela garota. Conhecemos também o passado de Nishimiya e sua relação com a família, que mostra-se bastante complicada também.

Como todo mangá, infelizmente, as relações amorosas não são aprofundadas (não rola nem um beijo entre os dois), mas não é longo o suficiente para enjoar os leitores. Sem contar que o desenvolvimento de personagens é impressionante, dando a atenção necessária para que os leitores criem empatia com cada um deles, até mesmo os secundários, que também são bem explorados e necessários para o desenrolar da trama.

Um dos pontos que me chamou a atenção foi o fato do autor ter contado com o auxílio da “associação japonesa para pessoas com deficiência auditiva” (ou algo assim, não sei qual seria a tradução exata) para fazer os sinais exatos da língua de sinais no mangá. Algo que é muito interessante, por que funciona para atrair o interesse dos leitores á língua de sinais e conferir mais realismo à história, principalmente quando ela começa a ser contado do ponto de vista da Nishimiya.

A arte também é muito boa, não sendo espetacular, mas sendo muito competente e bem equilibrada.

Enfim, “Koe no Katachi” é um ótimo mangá, já finalizou então leiam sem medo de ser cancelada ou virar uma porcaria.

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