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Dica literária: “Aquaman-Time and Tide” (1994)

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“Aquaman-Time and Tide” é uma mini-série em quatro edições escrita por Peter David e ilustrada por Kirk Jarvinen e Brad Vancata, contando uma nova origem para o herói, rei de Atlântida.

Com os novos boatos (que eu acho que nem são mais boatos) do filme da Liga da Justiça, com a participação do Aquaman (interpretado pelo Jason Momoa, que tem tudo a ver com o personagem), decidi me aventurar pela mitologia deste herói, que é tido como um bosta por todo mundo. No entanto, gostei muito dessa história, que mostra um Aquaman mais velho, contando 4 crônicas de sua vida em um livro que está escrevendo.

A sua primeira crônica é de como ele foi apresentado ao mundo da superfície, ajudando o Flash a prender um bandido e ignorando o amor que todo mundo dava à ele, visto que era um amor nutrido por hipocrisia e arrogância.

A segunda história conta as origens do herói, do momento em que ele foi parar em uma costa marinha sujeita às variações da maré, passando pela sua adoção por um golfinho fêmea e as lições de vida que ele aprendeu por puro instinto até as que ele aprendeu com sua mãe adotiva.

Na terceira história conhecemos um Aquaman meio adolescente, que decide viajar pelo mundo e acaba parando no Alasca, onde se envolve com uma esquimó, decifrando um pouco do quebra-cabeças que era a sua história, mas decepcionando as pessoas da superfície.

Na última crônica, somos apresentado à um Aquaman mais velho, já rei de Atlântida, dando uma lição de moral em um super-vilão, mostrando também o seu lado mais paternal e familiar, visto que nessa história ele já é casado e com um filho.

As histórias são muito boas, típicas hq’s de banca, que não tem um roteiro muito emaranhado, nem um arte brilhante e genial. É tudo bem básico, mas não é medíocre, de maneira alguma. A arte é bem feita, apesar de pobre, não incomodando a narrativa. As histórias são simples, há um certo humor de “A praça é nossa”, cheio de “trocadalhos do carilho”, mas que dá um ar divertido para as origens do herói, mostrando que o Aquaman não é um herói a ser levado à sério.

Não que isso seja ruim, afinal “Guardiões da galáxia” também não era um grupo a ser levado a sério e parece que deu certo (eu ainda não assisti). Então, eu até acho que dá pra fazer um filme com o herói, sendo ainda mais legal se a história se passar mais no fundo do mar do que na terra, o que dá espaço para cenários gigantes e lindos, cheios de cores e animais aquáticos diversos, além das lições de vida que o próprio Arthur Curry (sua identidade secreta, ou não) aprende ao longo de sua vida.

Enfim, essa é a dica de hoje, uma hq simples, divertida e interessante, de um herói que não dá pra levar a sério como o Batman (“Eu vi meus pais serem mortos na minha frente”), mas que também não é um merda.

3 pontos e meio

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