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Dica cinematográfica: Robocop (2014)

robocop_2014.jpg-largeOntem fui assistir o novo Robocop e sai do cinema com a conclusão que esse é um baita filme!

Mas já devo deixar claro, assim como “Hannibal” (o qual eu gostei da série, mas nunca assisti nenhum de seus filmes ou li os livros), não me lembro do Robocop. Eu assisti quando criança em alguma dessas sessões de filmes na TV aberta, provavelmente Record, talvez no SBT, mas não lembro de nada do filme, apenas algumas poucas coisas que não ajudam muito a lembrar da história.

Uma das coisas que me lembro é o tema original do filme e ouvi-lo tocar logo no começo do filme e mais umas duas vezes durante a projeção do filme me deixou com um sorriso nostálgico gostoso de sentir no rosto.

O novo Robocop funciona como um remake do filme original, com um brilhante toque de José Padilha.

Na história, uma empresa de tecnologia com atuação em diversos setores do mercado quer expandir sua influência em equipamentos de guerra para as ruas dos EUA, mas uma lei os impede. Nesse momento é decidido usar um homem, inválido, com possibilidade de interação com máquinas de última geração para lutar nas ruas de Detroit e dessa forma surge Robocop.

O filme não apresenta apenas um ponto de vista, apresenta diversos, conta a história do dono da empresa, mostra o drama existencial do cientista responsável pelo projeto Robocop, conta a história do policial que se torna Robocop e sua relação com a família, agora abalada pelo seu novo estado e a rede de crime e corrupção da cidade de Detroit, com traficantes e policiais lutando lado a lado.

Com cada uma dessas histórias sobre apresentados a diferentes temas que provocam discussões diversas entre políticos, cientistas, religiosos e filósofos, desde políticas de esquerda e direita e o tema já abusado pelo cinema da corrupção da lei até temas mais obscuros como o poder da mente de um ser humano e a fusão entre homem e máquina, acompanhada de suas discussões morais e éticas.

Assim como em Tropa de Elite, José de Padilha não se aprofunda nesses temas a ponto de deixar claro uma opinião para quem está assistindo e o final é súbito, porém emocionante. O único problema fica por conta da cena final, que é desnecessária, quase broxante e faz com que todo o brilho que o filme conseguiu construir até então se perca, um pouco.

Enfim, “Robocop” de José Padilha é um bom filme, uma agradável surpresa, principalmente se você manter suas expectativas baixas, provavelmente não irá representar grande coisa na história do Robocop, mas é um grande feito na carreira do diretor brasileiro, além de ser um desses filmes que será amado e odiado na mesma medida e assim o objetivo de Padilha, provavelmente, foi alcançado.

4 pontos

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