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Melhores do ano de 2013

Music-music-31055637-1920-1200Enfim, chegou  o final de ano. Para mim, a época mais deprimente do ano, quando eu me recordo que mais um ano está se passando e de novo, nada fiz de bom com a minha vida e blá, blá, blá… Papo deprimente que todos já se enjoaram.

No entanto, também é época de finalmente eleger os melhores do ano e hoje vamos falar dos melhores CD’s do ano. E esse ano não é só um top 10 como geralmente faço, mas um top 12, com menção honrosa e tudo, afinal tivemos muitos bons CD’s, apesar das enormes decepções como Best Coast, Wavves e Arctic Monkeys, só para citar algumas bandas incrivelmente decepcionantes do ano.

Mas chega de falar de música ruim e vamos ao top 12

12º:  “Shangri Lá” do Jake Bugg

jake-bugg-shangri-laÉ só a recente dica cinematográfica para saber o que eu penso desse CD e não é só por que ele foi o mais recente a ser lançado que está aqui. Esse álbum é bom mesmo.

11º: “Death Chorus” do Polar Bear Club

pbccover-58662_250x250Uma banda com caras bonitinhos, melodias gostosas de se ouvir, um bom pop-punk que há muito não se ouvia por aí. Esse é o Polar Bear Club em sua melhor forma até o momento.

10º: “Young New England” do Transit

Mais uma ótima banda de pop punk destilando melodias gostosas, riffs chiclete e letras sagazes para quem quiser ouvir música boa.

9º: “Aware” do Front Porch Step

Front-Porch-Step-Aware-coverAgora sim começam a aparecer os pesados e foi muito difícil para mim colocar esse artista na 9ª posição, por que eu gostei muito desse CD.

“Aware” mostra um artista inteligente, dono de uma enorme sensibilidade, mas que ainda está crescendo e pode se perder numa vertente do rock dominada por bandas que perdem a criatividade e o fôlego logo no segundo CD.

Claro que eu espero que o Front Porch Step não seja um exemplo disso, mas antes que ele nos decepcione, fico com um pé atrás e sou forçado a colocá-lo em 9º lugar.

8º: “Mechanical Bull” do Kings of Leon

Ok, não é um CD que me marcou tanto quanto o CD acima, mas ainda assim merece o 8º lugar, por se tratar do novo CD do Kings of Leon.

Não só foi um dos CD’s mais aguardados do ano, ao lado de tantos outros, como também soube segurar a peteca e conseguiu nutrir todas as expectativas que, pelo menos eu, tinha em relação ao novo CD deles.

Portanto, o Kings of Leon mais uma vez entra nos melhores do ano.

7º:  “Don’t Forget Who You Are” do Miles Kane

O nome do álbum já diz tudo.

Miles Kane não se esqueceu quem ele é e mesmo lançando um CD com grande repercussão na internet, cheio de fãs no mundo todo, uma grande expectativa em torno do seu nome, ele fez um álbum que faz jus ao 7º lugar, com um estilo mais requintado, porém ainda mais rock n’ roll do que os seus outros trabalhos e mesmo assim, soando perfeitamente como um legítimo álbum do Miles Kane.

Enfim, um dos melhores do ano, sem dúvida alguma.

6º: “Melophobia” do Cage The Elephant

Subi esse CD de posição enquanto escrevia o post, por que me toquei de que o Cage The Elephant, apesar da falta de estrelismo e expectativa criada nos fãs, soube causar um certo alvoroço em todos aqueles que gostam de música boa.

Mas o Cage The Elephant supera todos acima, por que não só cumpriu com as expectativas, criando um álbum decente, como também surpreendeu a todos, mudando sua sonoridade levemente, adicionando novos elementos às suas canções bagunçadas, porém geniais e interessantes demais para se ignorar.

“Melophobia” foi uma agradável surpresa na segunda metade do ano, marcando a volta e o crescimento de uma das melhores bandas dessa geração.

5º: “Selfhood” do Sharks

O último CD do Sharks veio, abriu um sorriso no rosto de todos que ouviram suas deliciosas melodias e marcou o final de uma banda que mostrou que tinha potencial para crescer ainda mais.

Com uma sonoridade pop-punk bebendo em influências sessentistas e no surf rock de raiz, o Sharks souberam criar um trabalho elaborado e que perdura nos ouvidos dos amantes de música boa até hoje.

4º: “Fetch” do Melt Banana

Me dói colocar o Melt Banana na infame 4ª posição, mas fazer o que, né? Os que vêm a seguir são ainda melhores.

Nesse álbum o Melt Banana faz o que sempre fez, experimenta.

Mas não experimenta de um modo bagunçado e desalinhado, afinal o Melt Banana é uma banda inteligente e eles souberam experimentar com instrumentos (ou seria melhor dizer objetos) nada convencionais e encaixá-los com maestria em suas músicas, criando um CD que soa um tanto brincalhão, mas também inteligente e potente.

3º “Strange Pleasures” do Still Corners

Esse álbum está aqui, na terceira posição, por que marcou o ano como o primeira grande álbum a ser lançado e ninguém ter dado a mínima para eles.

O Still Corners soube misturar elementos eletrônicos, com instrumentos tradicionais, criando uma sonoridade esperta, gostosa de ouvir, até mesmo meiga, mas que se mostra agitada e, acima de tudo, dançante, como nenhum outro álbum este ano. Afinal, música é e sempre será feita para ser dançada.

Um fato inegável e que o Still Corners leva a sério, sem se deixar levar por estrelismos ou a falta de criatividade ou talento de verdade.

2º: “You’re Nothing” do Iceage

Se você quer saber como um CD inesquecível soa, escute “You’re Nothing” do Iceage.

Essa banda vinda de algum lugar gelado da Europa lançou a maior obra-prima do punk rock moderno no início desse ano e pouca gente deu moral para eles, mas é só olhar alguns vídeos de apresentações ao vivo e ouvir todo o CD, inclusive o primeiro, para constatar que o Iceage é uma das melhores bandas da atualidade e ainda vai abalar o mundo com suas melodias e letras agressivas, imprudentes e inteligentes.

1º: “Disnomya” do Dawn of Midi

Agora que você já ouviu o Iceage e sabe o que é um CD inesquecível, tente imaginar o que é um CD imortal. Uma obra de arte de nível superior, comparável à Bethoven.

Isso é Dawn of Midi.

Ou como eu gosto de dizer, os melhores artistas da música ativos na atualidade.

“Dysnomia” é o cúmulo da arte. É uma obra prima. Uma pintura feita de sons. Uma escultura musical. A personificação da excelência artística, incorporada em três artistas de jazz.

O melhor CD do ano.

Menção honrosa:

E claro que não podia faltar uma homenagem ao pai da guitarra, o supremo deus do rock: Jimi Hendrix, que, apesar de morto, ainda têm cartas na manga, como esse CD chamado “People, Hell and Angels”, uma compilação de músicas não lançadas, mostrando-nos a genialidade e a mente à frente de seu tempo do senhor Jimi.

Obrigado Jimi, você fez do mundo um lugar melhor para todos.

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