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Dica literária: Turma da Mônica: Laços

Faço minhas as palavras da Giovana Medeiros: “Isso, minha gente, tá lindo de morrer!”
Turma da Mônica: Laços é o segundo livro da série/campanha/selo(?) Graphic MSP, em que o Maurício de Sousa, lá no longínquo ano de 2011 convidou artistas para fazerem uma releitura em forma de graphic novel de alguns de seus personagens. O primeiro foi Astronauta Magnetar, o qual eu não li, por que sei lá… Não me interessei tanto, mas acho que vou comprar algum exemplar agora e o segundo a sair é esse aí: Laços, feita por Vitor e Lu Cafaggi, dois irmãos mineiros que já faz um tempinho que eu ando acompanhando o trabalho dos dois.
Virei fã do Vitor Cafaggi com o Valente, a tira que ele publica no jornal O Globo. E também virei fã da Lu Cafaggi com o projeto ousado dela de criar umas micro hq’s e compilá-las no projetinho dela: O Mixtape.
No entanto, acima disso, virei fã dos dois mais por causa do traço deles.
O estilo de desenho deles é muito único, sério, eu nunca vi algum artista fazer algo parecido, é muito suave, fofo, limpo e cativante ao mesmo tempo.
O traço do Vitor Cafaggi é até um pouco mais comum, talvez ele tenha feito escola ou algo assim, ou vai ver é por que ele é homem mesmo e tenha um traço mais prático. Mas o da Lu Cafaggi é muito único. Os desenhos dela esbanjam fofura e a maioria são feitos com uns tons de sépia bonitos demais.
Sem contar que eles têm um dom muito grande de criar histórias emocionantes e nostálgicas ao mesmo tempo. As tiras do Valente do Vitor são verdadeiras pérolas, que esbanjam emoção e simplicidade no modo como são retratados os relacionamentos e é tudo tão natural que você fica com dó de terminar de ler.
Essa graphic novel é a mesma coisa: Dá dó de terminar de ler de tão boa que é.
A cada página você fica mais e mais arrepiado e dá vontade de chorar, mas o final é tão belo e simples que você fica tão feliz que até esquece das lágrimas.
Na história o Floquinho sumiu e os quatro principais do bairro do Limoeiro se unem parar achá-lo. Diversas vezes durante a história são feitas referências à antigas histórias da turma da Mônica, que despertam um sorriso em todo mundo que teve a infância marcada pelos gibis dessa maravilhosa turminha.
Enfim, vale muito a pena comprar essa graphic novel e acreditar nesses talentos dos quadrinhos nacionais.
E que venha as próximas, acho que a próxima a sair será do Chico Bento, feita pelo dono do traço mais firme e simples do Brasil: Gustavo Duarte (sério, o traço dele é tão bom que alguns já perguntaram pra ele se ele não faz todos os desenhos no computador mesmo e não na mão, mas, pasmem, ele faz tudo a mão) e também terá do Pineco e acho que do Horácio também, mal posso esperar.

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